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Na maioria das vezes evito ir ao centro de short curto, porque, se alguém “mexer” comigo, é evidente que a culpa foi minha por ter colocado um short para ir à rua. Tenho que fazer caminhada antes de escurecer, porque depois das 18h fica MAIS perigoso. E, se algo acontecer, é claro que a culpa foi minha por ter saído depois do horário previsto. Certas vezes, coloco minha gentileza no bolso e não posso responder “bom dia” porque estarei dando cabimento. Se sou simpática, tô dan do trela. Se tô em uma festa e alguém mexe no meu cabelo ou puxa meu braço e reclamo em seguida, eu sou chata pra caralho e mal educada. Ops: falei um palavrão no meio do texto, o que vão pensar de mim? E, se você falar essas coisas, é tudo “mimimi”. Porque, é claro, estamos sempre exagerando, já que, na cabeça de muita gente, a TPM é o que nos move. Então, assim, se ao invés de “ parabéns ” em um único dia do ano, você me respeitar em todos os outros dias e entender que a culpa não é nossa, mas dessas burcas ...

A verdade que ninguém comenta

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Poderia ter um recadinho na geladeira, no armário da cozinha, no espelho do banheiro, na escrivaninha, avisando que crescer dói e dói muito. Mas, o criado-mudo não fala. Ninguém comenta. Se tivéssemos esse aviso prévio desde o nosso desligamento com a placenta creio que não seria tão dolorido assim. Crescer no sentido de amadurecer é uma fase complicada em que somos jogados na parede, pressionados pela própria vida “cresce ou cresce”. Aprender com os nossos erros, ou seja, am adurecer é um exercício diário.  Somos obrigados a levar a sério o lance de ser adulto. Não é fácil, mas a vida é assim, feita de ciclos! O ideal seria que esses ciclos fossem interdisciplinares. Quantas vezes já precisamos da mão de alguém, mas essa mão não pôde estar lá com você porque estava ocupada demais com o lance de ser adulto? Reunião, pausa para o café, pagar boletos, cansaço, dormir. E se repete até a aposentadoria (agora não sei, já que a aposentadoria se tornou uma coisa muito distante pra que...

A felicidade só é real quando compartilhada

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Chris McCandless   Antes mesmo de conhecer a história de Chris McCandless (Alex Supertramp) eu já acreditava que a felicidade só pode ser sentida em sua essência quando compartilhada. Tudo bem que ter momentos sozinhos é importante para amadurecer nossas perspectivas, costurar pensamentos e promover um autoconhecimento. Momentos que não ultrapassem às 24 horas do dia durante todos os dias da semana. Momentos que não sejam transformados em rotina. O total isolamento fere nossa origem. E é na simplicidade das atitudes que a felicidade faz morada. Porque o simples é onde está a grandeza da vida. Quando você está feliz consigo mesmo, um sorriso compartilhado faz toda a diferença.  Por mais que você confirme e defenda a ideia de que é melhor ficar isolado, há ao menos uma pessoa no mundo que você queira estar perto. E não falo nem de questão geográfica. O mapa não separa ninguém. Sabe aquela pessoa que você confia, que você conta tudo, que está dentro das suas histórias, ...

Pinha nunca mais!

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Pinha ou fruta do conde Eu tinha oito anos quando tive a pior dor de barriga seguida de vômito da minha vida. Lembro que estava sentada no trono, desmanchada em merda, a porta do banheiro semiaberta e eu gritando ao pé do ouvido de mainha: “se eu não morrer hoje, nunca mais eu como pinha”. Foi o juramento mais bem jurado da galáxia. Havia muito drama, mas havia muita dor também. Era uma cena lamentável. Diarreia pelos fundos, lágrimas pelo corpo e a goela já assada de tanto vomitar. A verdade é que o problema não tinha sido a pinha em si, mas o exagero, pois sempre tive o olho bem maior que a fome. Meu olho era tipo do tamanho do pescoço da girafa e meu estômago pouco maior que uma rã. Me acabei na pinha, literalmente. Que eu lembre foram sete pinhas, alternando entre maduras e verdes. Naquele dia almocei, lanchei e jantei pinha. Comi aquela frutinha verde como se fosse o último dia da vida. E ela parecia tão inofensiva. Certamente, seria a última vez que comeria pinha. E foi....

Não será sempre cinza assim

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O início da estrada é uma reta. Abasteça o tanque com simplicidade, que a viagem seguirá tranquila. Aos poucos, nos deparando com as curvas, na maioria das vezes, desafiadoras. Outras curvas são alívio, pois é nelas que encontramos a essência da estrada, aquilo que nos move. Seguimos. Ao longo do caminho paramos em alguns lugares para descansar. Nessas paradas encontramos afeto, o pôr do sol, o nascer do sol, um alpendre onde o vento faz a curva... E tudo passa. Seguimos viagem. Ninguém sabe ao certo a quilometragem, mas é preciso continuar. Às vezes o pneu fura, o motor dá uma pane, a bateria descarrega. É preciso continuar. A viagem é difícil, mas vale a pena. O céu estrelado ilumina a noite dos viajantes. Durante o dia, o sol do sertão também ilumina a jornada. O cansaço chega, mas também passa e amanhã o dia renasce. O melhor dessa viagem é compartilhar a felicidade com outras pessoas que encontramos no caminho e seguem viagem com a gente. Toda manhã é um presente para o vi...

Parte III - Machu Picchu

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Há exatamente um mês estive em Machu Picchu. Vi o sol nascer em uma das sete maravilhas do mundo moderno e vivi uma realidade que ultrapassou as fronteiras de qualquer expectativa. O ano era 2004, durante as aulas de História, quando o sonho de conhecer Machu Picchu floresceu. O ano é 2017, especificamente, 06 de junho. O dia que cheguei lá. Não estava dentro de um livro, embora respirasse história naquele momento. Não era uma pesquisa do Google, embora ainda olhe para as fotos sem acreditar que estive ali. Depois de uma fila gigantesca e uma viagem de meia hora de ônibus, observando precipícios, montanhas e alguns aventureiros que percorriam o caminho a pé, cheguei. Finalmente cheguei e entendi o porquê de Machu Picchu também ser conhecida como “cidade perdida”. Uma das sete maravilhas do mundo moderno. Um sonho, um encanto! A cidadela dos Incas é longe. Requer disposição e fôlego. Cada respirada mais a fundo, cada lampejo de saudade, cada esforço, valeu e como valeu. Lembrei...

Parte II - Águas Calientes/Machu Picchu Pueblo

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Cinco graus marcaram a segunda parada para a realização do meu sonho de infância. O trem, saindo da Estação de Poroy (Cusco), partiu pontualmente às 06h40min. As janelas embaçadas pelo frio não atrapalharam o cenário natural que passava diante de mim. Eu, ainda incrédula com tamanha beleza, estava dentro de um sonho. Nunca havia viajado de trem, então acabei vivendo uma experiência que nem estava dentro do roteiro primário, mas que veio para enaltecer esta jornada pelo Peru. Congelante Não consegui pregar os olhos durante a viagem sobre os trilhos, queria deixar aquela sensação de paz e felicidade bem guardada na memória. E não tem como dormir com uma série de montanhas e o Rio Urubamba te convidando para viver este sonho. Por vezes, me perdi tentando enxergar até onde iam algumas construções Incas que já estavam à mostra. Cheguei ao Povoado de Águas Calientes/Machu Picchu Pluebo ainda pela manhã. A temperatura estava bem mais agradável que em Cusco. Ao cruzar a ponte de madei...